2. União Europeia, Tratado de Lisboa, UESS
“VOUS N’ÊTES PAS SUR LES BARRICADES”
President Vaclav Klaus _ the most outspoken Czech critic of the treaty _ said the EU presidency would give the country a chance “to influence the activity of this important organization.”
“It is in our interest to succeed in this role,” Klaus said in his New Year’s Day speech to the nation.
But Klaus is known as the country’s most prominent Euro-skeptic, and in the past he has said that “a well-functioning, bureaucratic EU is not my goal.” He has opposed the so-called Lisbon Treaty because, he says, it is undemocratic and would limit nations’ sovereignty.
And during Czech presidency of the bloc, Klaus has vowed not to fly the EU flag over Prague Castle because, he said, the country “is not an EU province.”
[O Presidente Václav Klaus - o mais conhecido crítico do Tratado - disse que a presidência da União Europeia dará ao seu país uma oportunidade "para influenciar a actividade desta importante organização".
"É do nosso interesse que tenhamos sucesso nesta missão", declarou Václav Klaus no seu discurso de Ano Novo à nação.
Mas Václav Klaus é conhecido como o mais eurocéptico dos checos, tendo dito há tempos que "uma União Europeia funcional e burocrática não é uma prioridade minha". Opôs-se ao assim chamado "Tratado de Lisboa" porque, segundo disse, é anti-democrático e iria limitar a soberania nacional.
Durante a presidência checa da União, Václav Klaus determinou que não fosse hasteada a bandeira da UE no Castelo de Praga porque, disse, o país "não é uma província da UE".]
Notícia de Newsmax, 1 de Janeiro 2009
As substitutes of socialism, Václav Klaus cited “environmentalism (with its Earth First, not Freedom First principle), radical humanrightism (based – as de Jasay precisely argues – on not distinguishing rights and rightism), the ideology of ‘civic society’ (or communitarism), which is nothing less than one version of post-Marxist collectivism which wants privileges for organized groups, and in consequence, a refeudalization of society […], multiculturalism, feminism, apolitical technocratism (based on the resentment against politics and politicians), internationalism (and especially its European variant called Europeanism) and a rapidly growing phenomenon I call NGOism.”
“These alternative ideologies […] are successful especially where there is no sufficient resistance to them, where they find a fertile soil for their flourishing, where they find a country (or the whole continent) where freedom (and free markets) have been heavily undermined by long lasting collectivistic dreams and experiences and where intellectuals have succeeded in getting and maintaining a very strong voice and social status. I have in mind, of course, rather Europe, than America. It is Europe where we witness the crowding out of democracy by post democracy, where the EU dominance replaces democratic arrangements in the EU member countries, where [some people] do not see the dangers of empty Europeanism and of a deep (and ever deeper) but only bureaucratic unification of the whole European continent. They applaud the growing formal opening of the continent, but do not see that the elimination of some of the borders without actual liberalization of human activities ‘only’ shifts governments upwards, which means to the level where there is no democratic accountability and where the decisions are made by politicians appointed by politicians, not elected by citizens in free elections.
[Como substitutos do socialismo, Václav Klaus referiu "o ambientalismo (com o seu princípio básico "A Terra Primeiro", não "A Liberdade Primeiro"), a defesa dos direitos humanos radicalista (baseada - como de Jasay cirurgicamente a define - em não distinguir direitos de direitos a qualquer preço), a ideologia da "sociedade cívica" (ou comunitarismo), que não é outra coisa senão uma versão do colectivismo pós-marxista, o qual pretende privilégios para grupos organizados e, em consequência disso, uma nova feudalização da sociedade(...), multiculturalismo, feminismo, tecnocracia apolítica (baseada no ressentimento contra os políticos e a política), o internacionalismo (e, em especial, a sua variante europeia chamada Europeísmo) e um fenómeno em rápido crescimento que designo por ONGismo."
"Estas ideologias alternativas (...) são bem sucedidas especialmente onde não existe resistência suficiente contra elas, onde encontram terreno fértil para o seu florescimento, onde encontram um país (ou um continente inteiro) onde a liberdade e o mercado livre foram extensamente e durante muito tempo dinamitados por quimeras e experiências colectivistas, e onde os intelectuais tiveram sucesso na conquista e na manutenção de uma opinião dominante e de um estatuto social elevado. Refiro-me, como é evidente, muito mais à Europa do que aos Estados Unidos da América. É na Europa que presenciamos o esvaziamento da democracia pela pós-democracia, onde o predomínio da UE substitui as estruturas democráticas dos países membros, onde (algumas pessoas) não enxergam os perigos de um europeísmo vazio e de uma profunda (e cada vez mais e mais profunda), se bem que apenas burocrática, unificação de todo o continente europeu. Essas pessoas aplaudem a crescente expansão formal do continente, mas não vêem que, com a eliminação de algumas fronteiras mas sem a efectiva liberalização das actividades humanas, "apenas" promovem as governações para um nível em que não existe responsabilização democrática e em que as decisões são tomadas por políticos nomeados por políticos - não eleitos pelos cidadãos, em eleições livres.]
Notícia de The Brussels Journal, 28 de Agosto 2005
Le petit drapeau posé devant lui, Vaclav Klaus n’a pas supporté les questions du député sur ses positions européennes. M. Klaus : “Personne ne m’a jamais parlé ici sur ce ton ! Vous n’êtes pas sur les barricades de Paris !” Il se tourne vers M. Pöttering : “Pouvez-vous interrompre M. Cohn-Bendit et donner la parole à un autre député ?” M. Pöttering n’en fait rien. M. Klaus : “C’est incroyable. Je n’ai jamais vu autant d’insolence ici.” M. Cohn-Bendit : “Forcément, c’est la première fois que vous me rencontrez ici.” M. Klaus : “La manière dont M. Cohn-Bendit me parle, c’est exactement comme parlaient les Soviétiques.” M. Pöttering : “Comparer l’Union européenne à l’URSS est inadmissible !”
[Com a bandeirinha estendida à sua frente, Václav Klaus não aguentou as perguntas do deputado sobre as suas posições acerca da Europa.
O Sr. Klaus: "Nunca ninguém falou comigo aqui dessa maneira! O senhor não está nas barricadas de Paris!"
Volta-se para o Sr. Pöttering: "Poderia interromper o Sr. Cohn-Bendit e dar a palavra a outro deputado?"
O Sr. Pöttering não tuge nem muge.
O Sr. Klaus: "Isto é incrível. Nunca tinha visto aqui semelhante insolência."
O Sr. Cohn-Bendit: "Pois claro, é a primeira vez que o senhor topa comigo aqui."
O Sr. Klaus: "A maneira como o senhor Cohn-Bendit fala comigo é exactamente como falavam os soviéticos."
O Sr. Pöttering: "Comparar a União Europeia com a URSS é inadmissível!"]
Notícia de Le Monde, 18 de Dezembro 2008
A República Checa assume a Presidência (rotativa) da União Europeia durante o primeiro semestre de 2009.