Uma das formas mais cínicas de não tomar partido é… não tomar partido.

Todos os dias, a todas as horas, somos bombardeados com notícias sobre a guerra no Médio Oriente. Pelo menos nove décimos – quando não, em muitos casos, a totalidade – destas notícias referem apenas a miséria, o horror, os mortos e os feridos, as vítimas de um dos lados, o palestiniano.

Os vídeos que se seguem pretendem constituir uma espécie de excepção à regra, um contraponto à “informação” generalizada, já que apresentam imagens dos ataques suicidas, dos bombardeamentos, dos atentados de que os israelitas são alvo; ou seja, a mesma guerra vista por outros olhos que não os do costume. Nesta sequência, uma boa parte das reportagens visa precisamente explicar, aos próprios israelitas e ao mundo inteiro, a razão para tantas vítimas civis palestinianas: os militares e militantes palestinianos utilizam mulheres e crianças como escudos humanos.

Algumas imagens nestes vídeos são de extrema brutalidade. Não se trata de produções cinematográficas ou encenações. Se é maior de idade, decida se realmente quer carregar no botão “play”.

Quando os não implicados num conflito tomam conhecimento de ambas as perspectivas, de ambos os interesses e, principalmente, do inferno que é a guerra que a ambos atinge, torna-se mais fácil formar uma opinião… informada.

As posições dos contendores e dos apoiantes de cada um dos lados estão cada vez mais extremadas. Porém, entre israelitas e palestinianos, entre judeus e árabes, existem partidários da única via decente, racional e humana para o conflito: a paz.

O horror não tem dois lados; tem apenas um. Se bem que muitos nem sequer hesitem em pôr-se do lado do horror e mesmo em morrer pela “causa” do horror, é naqueles que tomam o partido da paz que reside a última esperança – de uns e de outros.

1 salazar, 2 salazares

É o ideal para limpar tachos, mesmo aqueles com sarro e gordura incrustada há muito tempo. Raspa com facilidade os restos mais difíceis de eliminar, mesmo os muito queimados ou ressequidos. Sendo flexível numa ponta mas de estrutura extremamente rija, garante um manuseio fácil dos detritos e, além do mais, limpa-se a si mesmo com um simples sacudir.

Uma ferramenta indispensável também para todos aqueles que, em especial nestes tempos de penúria geral, necessitem de aproveitar as sobras do que tanto trabalho deu e tanto tempo levou a fazer.

Imagem “tomada de empréstimo” do blog Reais Ficções.

Actualizada a “playlist” com as intervenções de Medina Carreira nos canais de televisão nacionais. Desta vez, entra a entrevista no programa “Nós por Cá”, da SIC, em 05.01.09.

Palavras e expressões-chave mais recentes: fantochada, vergonha, semi-elite medíocre, José Sócrates apenas faz propaganda, ladroeira, corruptos, a educação em Portugal é um crime, Magalhães, políticos com casca, aldrabice pegada, nojo, grande porca, desprezo pelos políticos, santolas, PS e PSD são cada vez piores, profunda decadência.

Não se riam, porque o assunto é sério.

ahahahaha ehehehehe ihihihihihi ohohohoho uhuhuhuhu

«Snow, icy weather set Europe shivering
Posted: 07 January 2009 0433 hrs
o aquecimento global ameaça derreter este carro, por isso os voluntários ecologistas apressam-se a retirá-lo dali, não vá a caloraça alastrar
Residents remove a car, blocked in the snow, in Pogradec, some 150 kilometres from Tirana.

PARIS: Arctic weather that has killed at least 10 people in recent days kept Europe freezing on Tuesday, coating much of the continent in snow and disrupting air and road traffic.

In central Romania the thermometer dropped to minus 31 Celsius (minus 24 Fahrenheit). Two people died of cold on Sunday and several had to be taken to hospital while 10 people have died in Poland since Friday.

Germany recorded minus 26C (minus 15F) and a mentally-ill woman of 77 who wandered out of a home in the east of the country was found frozen to death in its garden.

Police in the southeast of the Netherlands said on Tuesday they had arrested overnight a homeless man who refused to go to a reception centre to stop him from freezing to death.

Temperatures of between minus 5C (23F) and minus 10C (14F) were recorded in much of eastern and central Europe while in the Norwegian capital Oslo the thermometer registered a relatively clement minus 4C (25F).

Snow covered much of Germany, part of Belgium and north and central Italy.

Traffic at many European airports was disrupted though it also limped back to normal at the main international Roissy-Charles de Gaulle airport north of Paris.

“It did not snow last night. The runways are clear and have been de-iced. Traffic is returning to normal,” said a Roissy official.

Many roads, as far as northern Spain, were affected by snow and ice.

In Paris the Eiffel tower closed on Monday reopened after being thawed out and cleared of snow.

Bad weather in France forced school closures in some regions and the national weather service predicted frigid temperatures would linger for several days.

Electricity consumption in France on Monday night hit a record level.

Heating problems closed many British schools, while repair services received a record number of cold-related calls.

The cold weather also allowed the Dutch to participate in a national skating marathon for the first time since 1996 on the Oostervaardseplassen fresh water tidal area, near Amsterdam.

But penguins in a Dutch zoo were moved indoors and an ice-breaker patrolled Rotterdam harbour.

The wintry weather coincided with reports of sharp falls in gas deliveries from Russia via Ukraine, as Kiev and Moscow remain locked in a payment dispute.

Some 13 European countries have reported sharp falls or a complete halt in Russian gas shipments. While experts say gas reserves will mitigate any immediate impact, the European Union has called the situation “completely unacceptable.” – AFP/de»

ChannelNewsAsia.com (transcrição integral)

Já toda a gente ouviu falar de Hollywood, essa extraordinária máquina de produzir barretes, mas se calhar ainda pouca sabe que existe uma imitação palestiniana da “Meca” cinéfila.

De facto, há muito quem diga que em Pallywood se produzem também esplêndidas peças de cinema que, ao contrário dos estúdios originais americanos, se destinam não às salas de espectáculos mas antes aos mais insuspeitos meios de comunicação social.

Como todos sabemos, os banhos de sangue na Palestina entram-nos casas adentro, via imagens de TV e notícias de jornal, de uma forma tão intensa e constante que não nos deixa qualquer tempo para pensar: por exemplo, poucos se interrogarão como será possível que as balas e os mísseis israelitas apenas acertem infalivelmente em civis inocentes e que as bombas palestinianas não façam mais do que uns buracos no chão, por regra sem matar ou sequer ferir seja quem for.

Não será pelo menos um pouco estranho que existam sempre tantas filmagens e fotografias de um lado e quase nada do outro? Como se pode explicar que em diversas situações de tiroteio, de emergência, de aflição extrema, apareçam sempre tantos grandes planos das mesmas cenas?

imagem DN
imagem de capa do DN de ontem
imagem Público
imagem de capa do Público de ontem

Será possível que o horror possa servir como arma de propaganda? Haverá algo mais do que a guerra por detrás das terríveis notícias que nos chegam do Médio Oriente?

A “playlist” que se segue contém alguns vídeos que pretendem demonstrar essa tese.

3. Socialismo, comunismo, politicamente correcto

Someone who wants to orchestrate our life
[Alguém que pretende comandar a nossa vida]

The question is what kind of ideas is favoured by the intellectuals. The question is whether the intellectuals are neutral in their choice of ideas with which they are ready to deal with. Hayek argued that they are not. They do not hold or try to spread all kinds of ideas. They have very clear and, in some respect, very understandable preferences for some of them. They prefer ideas, which give them jobs and income and which enhance their power and prestige.
They, therefore, look for ideas with specific characteristics. They look for ideas, which enhance the role of the state because the state is usually their main employer, sponsor or donator. That is not all. According to Hayek “the power of ideas grows in proportion to their generality, abstractness, and even vagueness”. Hence it is not surprising that the intellectuals are mostly interested in abstract, not directly implementable ideas. This is also the way of thinking, in which they have comparative advantage. They are not good at details. They do not have ambitions to solve a problem. They are not interested in dealing with the everyday’s affairs of common citizens. Hayek put it clearly: “the intellectual, by his whole disposition, is uninterested in technical details or practical difficulties.” He is interested in visions and utopias and because “socialist thought owes its appeal largely to its visionary character” (and I would add lack of realism and utopian nature), the intellectual tends to become a socialist.
[A questão é que tipo de ideias preferem os intelectuais. A questão é se os intelectuais são neutrais nas ideias que escolhem e com as quais estão preparados para lidar. Hayek argumentou que eles não o são (neutrais); não sustentam nem tentam difundir todo e qualquer tipo de ideias; têm preferências muito claras e, de certa maneira, muito compreensíveis por apenas algumas; preferem ideias que lhes dêem emprego e rendimentos e que lhes confiram poder e prestígio.
Eles procuram, por conseguinte, ideias com características específicas: ideias que realcem o papel do Estado, porque o Estado é por regra quem lhes dá emprego, patrocínio ou financiamento. E isso não é tudo: de acordo com Hayek, "a força das ideias é directamente proporcional ao seu carácter genérico, abstracto e mesmo vago". Daí que não seja surpreendente que os intelectuais estejam mais interessados em ideias abstractas, que não sejam directamente exequíveis. Isto aplica-se da mesma forma ao próprio raciocínio, no que obtêm uma vantagem comparativa. Eles não são muito dados a pormenores; não ambicionam resolver problemas; não estão interessados em lidar com o quotidiano do cidadão comum. Hayek formula isto com toda a clareza: "o intelectual, pela sua natureza, não está interessado em pormenores técnicos ou em dificuldades práticas"; está interessado em visões e utopias, e porque "o pensamento socialista é apelativo em grande medida devido ao seu carácter visionário" (e, acrescento eu, à sua falta de noção da realidade e à sua natureza utópica), o intelectual tende a tornar-se socialista.]
Extracto de texto de Václav Klaus, de 22 de Agosto 2005

TNA: You come from the Czech Republic; you are familiar with what it is like to have freedom totally suppressed. How does freedom relate to this issue?
Klaus: I am sensitive, maybe overly sensitive in this respect, but I listen to speeches of some global-warming alarmists–environmentalists in general. I hear sentences, ideas, which sound to me very familiar from the communist era.
Again there is someone who wants to orchestrate our life, again someone who knows better than the rest of us what is good for me, for us, and who tries .to regulate, control, mastermind human society and in this respect there is a structural similarity with my experiences from the past.
TNA: Are you also familiar With the way that statist systems will claim a scientific basis to justify their policies?
Klaus: They are misusing science. Again, I say with the communists it was also science which was also misused as an instrument for influencing us. There was scientific Marxism at the time and now we have scientific environmentalism–it was the same.
[TNA: O senhor é um cidadão da República Checa; está familiarizado com aquilo que é viver num país em que a liberdade foi suprimida. O que tem a ver a liberdade com este assunto?
Klaus: Eu tenho sensibilidade, talvez demasiada sensibilidade neste particular, mas oiço os discursos de alguns alarmistas do aquecimento global - ambientalistas em geral. Oiço frases, ideias, e elas soam nos meus ouvidos de forma muito familiar, dos tempos do comunismo.
Aí está outra vez alguém que pretende comandar a nossa vida, outra vez alguém que sabe mais e melhor do que os outros o que é que é bom para mim, para nós, e que tenta regular, controlar, impor um pensamento dominante sobre as sociedades humanas; neste contexto, existe uma semelhança estrutural com a minha experiência no passado.
TNA: Também lhe é familiar a forma como os sistemas estatizados acabarão por reivindicar uma fundamentação científica para justificar as suas políticas?
Klaus: Eles utilizam a ciência de forma abusiva. Mais uma vez, digo eu, com os comunistas também era a ciência que utilizavam como instrumento para nos influenciar. Existia o marxismo científico, naquela época, e agora temos o ambientalismo científico. Era a mesma coisa.]
Extracto de entrevista de Václav Klaus ao jornal The New American, em 12 de Maio 2008

Václav Klaus é o Presidente da República Checa.

A República Checa assume a Presidência (rotativa) da União Europeia durante o primeiro semestre de 2009.

2. União Europeia, Tratado de Lisboa, UESS

“VOUS N’ÊTES PAS SUR LES BARRICADES”

President Vaclav Klaus _ the most outspoken Czech critic of the treaty _ said the EU presidency would give the country a chance “to influence the activity of this important organization.”
“It is in our interest to succeed in this role,” Klaus said in his New Year’s Day speech to the nation.
But Klaus is known as the country’s most prominent Euro-skeptic, and in the past he has said that “a well-functioning, bureaucratic EU is not my goal.” He has opposed the so-called Lisbon Treaty because, he says, it is undemocratic and would limit nations’ sovereignty.
And during Czech presidency of the bloc, Klaus has vowed not to fly the EU flag over Prague Castle because, he said, the country “is not an EU province.”
[O Presidente Václav Klaus - o mais conhecido crítico do Tratado - disse que a presidência da União Europeia dará ao seu país uma oportunidade "para influenciar a actividade desta importante organização".
"É do nosso interesse que tenhamos sucesso nesta missão", declarou Václav Klaus no seu discurso de Ano Novo à nação.
Mas Václav Klaus é conhecido como o mais eurocéptico dos checos, tendo dito há tempos que "uma União Europeia funcional e burocrática não é uma prioridade minha". Opôs-se ao assim chamado "Tratado de Lisboa" porque, segundo disse, é anti-democrático e iria limitar a soberania nacional.
Durante a presidência checa da União, Václav Klaus determinou que não fosse hasteada a bandeira da UE no Castelo de Praga porque, disse, o país "não é uma província da UE".]
Notícia de Newsmax, 1 de Janeiro 2009

As substitutes of socialism, Václav Klaus cited “environmentalism (with its Earth First, not Freedom First principle), radical humanrightism (based – as de Jasay precisely argues – on not distinguishing rights and rightism), the ideology of ‘civic society’ (or communitarism), which is nothing less than one version of post-Marxist collectivism which wants privileges for organized groups, and in consequence, a refeudalization of society […], multiculturalism, feminism, apolitical technocratism (based on the resentment against politics and politicians), internationalism (and especially its European variant called Europeanism) and a rapidly growing phenomenon I call NGOism.”
“These alternative ideologies […] are successful especially where there is no sufficient resistance to them, where they find a fertile soil for their flourishing, where they find a country (or the whole continent) where freedom (and free markets) have been heavily undermined by long lasting collectivistic dreams and experiences and where intellectuals have succeeded in getting and maintaining a very strong voice and social status. I have in mind, of course, rather Europe, than America. It is Europe where we witness the crowding out of democracy by post democracy, where the EU dominance replaces democratic arrangements in the EU member countries, where [some people] do not see the dangers of empty Europeanism and of a deep (and ever deeper) but only bureaucratic unification of the whole European continent. They applaud the growing formal opening of the continent, but do not see that the elimination of some of the borders without actual liberalization of human activities ‘only’ shifts governments upwards, which means to the level where there is no democratic accountability and where the decisions are made by politicians appointed by politicians, not elected by citizens in free elections.
[Como substitutos do socialismo, Václav Klaus referiu "o ambientalismo (com o seu princípio básico "A Terra Primeiro", não "A Liberdade Primeiro"), a defesa dos direitos humanos radicalista (baseada - como de Jasay cirurgicamente a define - em não distinguir direitos de direitos a qualquer preço), a ideologia da "sociedade cívica" (ou comunitarismo), que não é outra coisa senão uma versão do colectivismo pós-marxista, o qual pretende privilégios para grupos organizados e, em consequência disso, uma nova feudalização da sociedade(...), multiculturalismo, feminismo, tecnocracia apolítica (baseada no ressentimento contra os políticos e a política), o internacionalismo (e, em especial, a sua variante europeia chamada Europeísmo) e um fenómeno em rápido crescimento que designo por ONGismo."
"Estas ideologias alternativas (...) são bem sucedidas especialmente onde não existe resistência suficiente contra elas, onde encontram terreno fértil para o seu florescimento, onde encontram um país (ou um continente inteiro) onde a liberdade e o mercado livre foram extensamente e durante muito tempo dinamitados por quimeras e experiências colectivistas, e onde os intelectuais tiveram sucesso na conquista e na manutenção de uma opinião dominante e de um estatuto social elevado. Refiro-me, como é evidente, muito mais à Europa do que aos Estados Unidos da América. É na Europa que presenciamos o esvaziamento da democracia pela pós-democracia, onde o predomínio da UE substitui as estruturas democráticas dos países membros, onde (algumas pessoas) não enxergam os perigos de um europeísmo vazio e de uma profunda (e cada vez mais e mais profunda), se bem que apenas burocrática, unificação de todo o continente europeu. Essas pessoas aplaudem a crescente expansão formal do continente, mas não vêem que, com a eliminação de algumas fronteiras mas sem a efectiva liberalização das actividades humanas, "apenas" promovem as governações para um nível em que não existe responsabilização democrática e em que as decisões são tomadas por políticos nomeados por políticos - não eleitos pelos cidadãos, em eleições livres.]
Notícia de The Brussels Journal, 28 de Agosto 2005

Le petit drapeau posé devant lui, Vaclav Klaus n’a pas supporté les questions du député sur ses positions européennes. M. Klaus : “Personne ne m’a jamais parlé ici sur ce ton ! Vous n’êtes pas sur les barricades de Paris !” Il se tourne vers M. Pöttering : “Pouvez-vous interrompre M. Cohn-Bendit et donner la parole à un autre député ?” M. Pöttering n’en fait rien. M. Klaus : “C’est incroyable. Je n’ai jamais vu autant d’insolence ici.” M. Cohn-Bendit : “Forcément, c’est la première fois que vous me rencontrez ici.” M. Klaus : “La manière dont M. Cohn-Bendit me parle, c’est exactement comme parlaient les Soviétiques.” M. Pöttering : “Comparer l’Union européenne à l’URSS est inadmissible !”
[Com a bandeirinha estendida à sua frente, Václav Klaus não aguentou as perguntas do deputado sobre as suas posições acerca da Europa.
O Sr. Klaus: "Nunca ninguém falou comigo aqui dessa maneira! O senhor não está nas barricadas de Paris!"
Volta-se para o Sr. Pöttering: "Poderia interromper o Sr. Cohn-Bendit e dar a palavra a outro deputado?"
O Sr. Pöttering não tuge nem muge.
O Sr. Klaus: "Isto é incrível. Nunca tinha visto aqui semelhante insolência."
O Sr. Cohn-Bendit: "Pois claro, é a primeira vez que o senhor topa comigo aqui."
O Sr. Klaus: "A maneira como o senhor Cohn-Bendit fala comigo é exactamente como falavam os soviéticos."
O Sr. Pöttering: "Comparar a União Europeia com a URSS é inadmissível!"]
Notícia de Le Monde, 18 de Dezembro 2008

Václav Klaus é o Presidente da República Checa.

A República Checa assume a Presidência (rotativa) da União Europeia durante o primeiro semestre de 2009.

1. Ambientalismo, aquecimento global, eco-fascismo

Freedom, not climate, is at risk
[O que está em risco é a liberdade, não o clima]

“Environmentalism should belong in the social sciences,” said President Klaus, along with other “isms” such as communism, feminism, and liberalism. President Klaus said that “environmentalism is a religion” that seeks to change peoples’ habits and economic systems.
[Disse o Presidente Klaus que "o ambientalismo deveria fazer parte das ciências sociais," juntamente com outros 'ismos', como o comunismo, o feminismo e o liberalismo. O Presidente Klaus referiu que "o ambientalismo é uma religião" que procura mudar os hábitos das pessoas e os sistemas económicos.]
Notícia de Spero News, 10 de Março 2007

The author Michael Crichton stated it clearly: “the greatest challenge facing mankind is the challenge of distinguishing reality from fantasy, truth from propaganda”. I feel the same way, because global warming hysteria has become a prime example of the truth versus propaganda problem. It requires courage to oppose the “established” truth, although a lot of people – including top-class scientists – see the issue of climate change entirely differently. They protest against the arrogance of those who advocate the global warming hypothesis and relate it to human activities.
As someone who lived under communism for most of his life, I feel obliged to say that I see the biggest threat to freedom, democracy, the market economy and prosperity now in ambitious environmentalism, not in communism. This ideology wants to replace the free and spontaneous evolution of mankind by a sort of central (now global) planning.
[O autor Michael Crichton disse-o com clareza: "o maior desafio que a humanidade enfrenta é distinguir a realidade da fantasia, a verdade da propaganda". Eu também acho o mesmo, porque a histeria do aquecimento global tornou-se um exemplo paradigmático do problema que representa a verdade em relação à propaganda. É necessário ter coragem para contestar a verdade "estabelecida", embora muita gente - incluindo cientistas de renome - veja o assunto das alterações climáticas de forma totalmente diferente, protestando contra a arrogância daqueles que advogam a hipótese do aquecimento global e respectiva relação com as acções humanas.
Como qualquer pessoa que tenha vivido em regime comunista durante a maior parte da sua vida, sinto-me na obrigação de dizer que vejo que a maior ameaça à liberdade, à democracia, à economia de mercado e à prosperidade advem actualmente do ambientalismo ambicioso e não do comunismo. Esta ideologia pretende substituir a evolução livre e espontânea da humanidade por uma espécie de planeamento centralizado (agora dito global).]
Václav Klaus, FT.com, 13 de Junho 2007

Václav Klaus é o Presidente da República Checa.

A República Checa assume a Presidência (rotativa) da União Europeia durante o primeiro semestre de 2009.

Caixa-Geral de Depósitos

Ex-administradores reformados por motivos de saúde trabalham na concorrência

Dois antigos administradores da Caixa-Geral de Depósitos estão a exercer cargos de relevo na concorrência, apesar de terem sido reformados por motivos de saúde. A notícia é avançada hoje pelo semanário Expresso(ver texto 1).

António Vila Cova e Gracinda Raposo saíram da administração da Caixa em 2005, quando a equipa de Vítor Martins foi demitida.

Depois, foram reformados por motivos de saúde, pela administração de Carlos Santos Ferreira, que actualmente preside o Millennium BCP.

No entanto, apesar da reforma por invalidez, estão a exercer funções em empresas concorrentes.

António Vila Cova esteve na Mota Engil e no Financia, antes de entrar no grupo BPN.

Gracinda Raposo presta assessoria à administração do Santander Totta.

A actual administração da Caixa está incomodada com a situação, mas ainda não tomou qualquer medida(ver texto 2).

[SIC online, hoje, 03.01.09.]

Texto 1

Ética, ética, mas… negócios à parte.

Miguel Cadilhe sempre fez questão de se apresentar como o mais in em matéria de ética. Ataca a torto e a direito (estou a lembrar-me da entrevista ao Diário Económico -leiam e vejam).

Pois bem como não foi para a CGD, perdeu no BCP e no Banco de Portugal não aterra tão cedo, se é que aterra, vai de ir até ao BPN.

Ele por mim pode ir para onde quiser (atenção ao impedimento que ele refere na entrevista atrás citada).

Agora ir e levar na lista um reformado por invalidez(António Vila Cova) e o homem da CMVM(Rui Pedras) que estava a investigar o BPN, isso é que me parece pouco ético, para além de ser passível de suscitar problemas jurídicos.

Blog “por muito que…”, em 12 de Junho de 2008

Texto 2

Candidato da lista de Cadilhe ao BPN é reformado por invalidez

António Vila Cova está na lista de Miguel Cadilhe à presidência do Banco Português de Negócios (BPN), mas recebe da Caixa uma pensão por invalidez. O banco do Estado admite estudar juridicamente o caso.

Maria Ana Barroso e Sílvia de Oliveira

António Vila Cova, um dos nomes que integra a lista de Miguel Cadilhe à administração executiva da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e do BPN, é reformado por invalidez da Caixa Geral de Depósitos (CGD). O antigo administrador do banco estatal recebe uma reforma por invalidez que poderá estar em causa se Vila Cova assumir funções de relevo numa outra instituição. Isto porque, explicou ao Diário Económico fonte próxima do processo, uma reforma por invalidez pressupõe alguma incapacidade para exercer funções, sobretudo se estas forem, como está previsto, executivas, na SLN e BPN.

Uma outra fonte adiantou ainda que, dentro da CGD, o ambiente é de “indignação” face à possibilidade de Vila Cova aceitar exercer um cargo executivo numa outra instituição, ainda por cima bancária. As reticências da Caixa levantam ainda a dúvida sobre se, tal como acontecerá com Cadilhe, a SLN ter igualmente de compensar Vila Cova, caso este esteja em risco de perder a reforma que agora recebe.

Contactado, o banco estatal não comenta a mudança de Vila Cova mas as declarações de fonte oficial são claras. “Não fomos informados dessa questão. Quando formos informados oficialmente, analisaremos juridicamente a situação”.

Diário Económico online, 11 de Junho de 2008.

* O título deste post é um jogo de palavras com uma frase publicitária da CGD, trocando “Caixa” por “cacha“.

A finalidade destas três transcrições é provar que a “cacha” hoje anunciada como sendo um exclusivo do jornal Expresso e, concomitantemente, reproduzida por todos os canais televisivos e por todos os restantes jornais, já cá se sabia, nos blogs, há mais de seis meses. E ainda, é claro, que foi o DE o primeiro órgão de comunicação a referir o assunto, esse sim, em primeira mão.

Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.

És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.

Miguel Torga

Sísifo
(Coimbra, 27 de Dezembro de 1977)

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