http://www.youtube.com/watch?v=Xmfw2qJhWnQ

Os Putos

Uma bola de pano, num charco
Um sorriso traquina, um chuto
Na ladeira a correr, um arco
O céu no olhar, dum puto.
Uma fisga que atira a esperança
Um pardal de calções, astuto
E a força de ser criança
Contra a força dum chui, que é bruto.
Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos
Mas quando a tarde cai
Vai-se a revolta
Sentam-se ao colo do pai
É a ternura que volta
E ouvem-no a falar do homem novo
São os putos deste povo
A aprenderem a ser homens.
As caricas brilhando na mão
A vontade que salta ao eixo
Um puto que diz que não
Se a porrada vier não deixo
Um berlinde abafado na escola
Um pião na algibeira sem cor
Um puto que pede esmola
Porque a fome lhe abafa a dor.

Autor da letra: José Carlos Ary dos Santos.
Autor da música: se alguém souber, agradece-se info.
Canta: Carlos do Carmo.
Guitarra Portuguesa: não faço ideia de quem é, mas é bom.
Viola: idem, aspas.
Autoria do vídeo: Cabalaprod
Conhecimento do vídeo via blog KAnahory.

Vai por aí grande celebração pelo sucesso da manifestação dos professores (e ofícios correlativos), com os diversos partidos apoiantes a disputar aos sindicatos os louros da vitória. O problema é a divisão dos despojos políticos pelo PCP, pelo BE e pelo PSD. O PCP não costuma partilhar os ganhos da rua…
[Publicado por Vital Moreira] [9.3.08] [Permanent Link]

Sejamos claros. O Partido Comunista Português é um vestígio arqueológico, um restolho, um destroço de uma ideia que foi total e absolutamente derrotada pela História e que está definitivamente morta e enterrada, tristemente sepultada por debaixo dos cadáveres de dezenas de milhões de vítimas.

É perigosíssima esta colagem dos comunistas à causa dos professores. Como é, de resto, perigosa (e viscosa) a colagem dos ditos a qualquer outra causa ou iniciativa. O que Vital Moreira agora diz, é dito de cátedra. Vital Moreira é um ex-comunista, logo, sabe bem do que fala. Os comunistas estão-se perfeitamente nas tintas para as causas que “abraçam”; o que importa é cavalgar a onda do descontentamento e, para o efeito, qualquer vaga serve; são surfistas profissionais, nesse aspecto. A finalidade objectiva é política, é óbvia, é capitalizar esse descontentamento, aproveitar e canalizar a revolta em proveito próprio, arrebanhar agora para utilizar depois.

Note-se a linguagem utilizada naquele pequeníssimo mas eloquentíssimo texto. Está lá a cartilha toda, inteira e inteiriça: os “despojos políticos” da manifestação, ou seja, os dividendos daquilo que os professores pensavam ser seu por direito e que, afinal, será esquartejado pelos Partidos; os “ganhos da rua” que, pelos vistos, afinal não passaram do Hotel Vitória; os ganhos que “o PCP não costuma partilhar”, lá está, preto no branco, para que não restem dúvidas, exarado por uma autoridade na matéria.

Ou seja. A mensagem é clara. Ou o pessoal docente se livra, enquanto é tempo (porque ainda vai a tempo), da canga paternalista e interesseira do Partido ou o Partido dará cabo em três tempos da causa do pessoal docente. Aliás, já tocou para o terceiro tempo.

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Autoria e origem da fotografia desconhecidas. Recebida por e-mail.

opinião

1 - «As modificações propostas no acordo devem alterar 1,6 por cento do vocabulário de Portugal, de acordo com especialistas.»(*)

2 - «No Brasil, a mudança será menor, porquanto apenas 0,45 por cento das palavras terão a escrita alterada.»(*)

Este cálculo deve ter sido feito por algum burocrata ministerial, munido de seu típico lápis sebento, entalado entre a orelha e o cabelo não menos sebento; lá rabiscou uns números a olho, muito concentrado, mordendo a língua, num qualquer caderno escolar de linhas azuis, mas tudo assim muito por alto, ora xacáver ó Zé, pertantes, isto palavras no total deve dar, vá lá, umas 300 mil; ora, alteradas devem ser aí umas 1.350, ou assim; pertantes, 1.350 a dividir por 300 mil, dá… 0,45%! Pronto. O Brasil já está. Agora o Português de cá. Ó Manel; diz lá aí quantas palavras é que mudam em Português do nosso. Quantas? Ah. Bem. Agora, pertantes, faz de conta que são as mesmas 300.000, ora as tais 4.600 palavras que mudam dá… pimba: 1,6%. Fixe. Cá está. Toma aí nota, ó Manel: 1,6%.

Deixemos por agora estes complexos cálculos e seus compenetrados especialistas em paz, retiremo-nos discretamente, e examinemos ainda que ao de leve os resultados de tão exaustivo labor.

Se nos mantivermos na mesma lógica de merceeiro, convenhamos que 1,6% é, em rigor, mais do que o triplo de 0,45%; ou seja, como é evidente, o Português europeu perde três vezes 1.500 mais 100 palavras do que o Português do Brasil, com este acordo ortográfico. Isto, repita-se, apenas numa perspectiva de merceeiro, isto é, quantitativa, porque se virmos a coisa de um ponto de vista qualitativo e funcional, então fácil será concluir que nos aproximamos do desastre, em termos “negociais”. Se isto é “negócio” que se apresente, bem podem os nossos negociadores limpar as mãos à parede.

Os dois parágrafos que se seguem foram redigidos com a preocupação de, caso suceda alguma pessoa de nacionalidade brasileira os ler, mesmo sendo isso altamente improvável, possa entender claramente o que se pretende transmitir.

Com esta revisão, com este novo acordo ortográfico, nenhum significado se perde, altera ou se torna passível de confusão, definitiva e radicalmente, em qualquer étimo brasileiro ou em palavra alguma com grafia específica do Brasil. Porém, o mesmo não se pode dizer a respeito de uma série de palavras extremamente significativas, marcantes, relevantes e de uso corrente, vulgar, comum, no quotidiano do Português (Língua) e do Português (cidadão) europeu; como são os casos, para citar apenas alguns exemplos (daqueles que toda a gente em Portugal conhece), de “facto”, “baptismo”, “acção”, “humidade” e “óptimo”, com todas as formas verbais, adjectivais ou quaisquer outras que delas e de outras se possam (podiam) formar. “Fato”, em Portugal, tem apenas um significado: calça e casaco de cerimónia. “Terno”, no Brasil, significa o mesmo que “fato” em Portugal mas, pelo contrário, “terno”, do lado de cá, quer dizer “carinhoso, meigo, afectuoso” (entre outras coisas).

Os exemplos são inúmeros e conhecidos. Seria fastidioso e repetitivo continuar a martelar, uma e outra vez, sempre na mesma coisa. Toda a gente sabe que este acordo ortográfico não passa de um expediente para que as editoras brasileiras possam aviar (vender, despachar) as suas edições, não apenas em Portugal mas, ou principalmente, em Angola e nos restantes PALOP (países africanos de Língua oficial portuguesa). Bem, para isso e também para que possam exportar mais facilmente os seus professores, as suas telenovelas, os seus médicos, os seus dentistas, os seus futebolistas, os seus políticos, as suas “garotas de programa”, enfim, estados federais inteiros, em massa, para a Europa e para a África.

Fim dos dois parágrafos para brasileiros. Roga-se o favor de, em sendo do lado de lá do Atlântico, abster-se de ler a partir daqui. ‘Brigadinho, viu?

Os interesses do povo brasileiro são tão legítimos como os do povo português. A forma como os dirigentes de um e de outro tratam e promovem esses interesses, isso é que está aqui em causa, com este acordo ortográfico. Os brasileiros fazem pela vida dos seus, tentam aproveitar ao máximo, conseguir o máximo e defender o máximo pelo seu país; os portugueses, pelos vistos, tentam vender o máximo, esbanjar o que puderem apenas para aparecer na fotografia e conseguir o máximo para si mesmos enquanto puderem. Ou é isso, ou são apenas incompetentes, estúpidos e desleixados.

Traidores, não. Talvez não. Carecem de inteligência. E nasceram já sem memória alguma.

Mas odeio, com odio verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta, como pessoa própria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ípsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.

Sim, porque a orthographia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-m’a do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.

F.P., 1931

Confesso que, pessoalmente, não gosto nem um bocadinho da personagem. Estou no meu direito, não é assim? Sempre o vi, qual campeão de defesa das minorias, na chamada linha da frente do combate ao chamado “racismo”, mas a um “racismo” um pouco sui generis porque apenas funciona para um lado. Qualquer agressão ou violência policial que envolva negros ou ciganos, por exemplo, e lá está ele, de preferência devidamente escoltado pela comunicação social. Contudo, se houver uma qualquer bernarda de gangs de negros, uns contra os outros, ou assaltos destes contra vítimas isoladas de raça branca, aí já não se vê nada, nem o dito senhor nem a sua pressurosa organização aparecem ou sequer se manifestam, pelo contrário, costumam optar por um comprometedor e mais do que prudente silêncio. Para a obscura organização da qual a dita personagem é a face mais mediática e visível, apenas existem três raças humanas à face da Terra: os pretos e os ciganos (que são os bons) e os racistas (que são os maus). E isto explica, de forma extremamente simplificada, voltando ao início, porque é que não gosto da personagem: é que não aprecio particularmente, não detesto, Deus me livre de odiar mas, sinceramente, não aprecio aqueles que me julgam pela cor da minha pele.

Mas enfim, isso agora não interessa nada.

Desconheço em absoluto, porque não li - e não li porque não encontro - o despacho de pronúncia que, pelos vistos, o condenou à pena (suspensa) de 20 meses por calúnia e difamação, acrescida de multa no valor de 4.000 euros.

No entanto, a questão fundamental, aquilo que interessa, permanece: a ser verdade, a não haver nisto tudo algum gato escondido com rabo de fora, ou seja, se realmente o senhor foi condenado por apenas ter emitido uma simples opinião, bem, nesse caso não douremos a pílula, não façamos como o tal senhor costuma fazer em relação aos casos de “racismo” e cortemos a direito nas palavras: um português foi condenado por delito de opinião. Esse português poderia talvez estar errado, essa opinião poderia talvez ser uma enormidade, mas o facto é que a nenhum português pode ser vedado o exercício de um direito básico e universal, constitucionalmente garantido.

Um cidadão não pode emitir uma opinião sobre uma sentença judicial? Fazê-lo equivale automaticamente a ofender a honra do colectivo de juízes que pronuncia uma sentença?

A ser assim, ou, melhor, caso fosse assim, então a figura legal do recurso teria de ser imediatamente abolida… por obsoleta. A ser assim, então a infalibilidade dos juízes teria de ser reconhecida como figura jurídica, a sua divindade elevada a estatuto remuneratório… e divino, a sua superioridade universalmente reconhecida como imutável, perene e definitiva.

Em suma, fazendo jurisprudência esta sentença condenatória, a partir de agora, em Portugal, ao menos fica tudo muito mais claro: passam a existir apenas duas raças, a saber, os iluminados da toga preta, uns poucos, os eleitos, e os pretos, todos os outros, os demais.

Por favor, assinem e reencaminhem para os vossos contactos (basta ler, escrever o nome e o e-mail) !

As crianças com necessidades educativas especiais com esta lei perdem grande parte dos escassos apoios essenciais (quando os têm).

http://www.petitiononline.com/luis2008/petition.html

«A Sua Excelência
Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva

Excelência,

A recente publicação do Decreto-Lei nº 3/2008, de 7 de Janeiro, veio estabelecer novas regras no atendimento a crianças e adolescentes com necessidades educativas especiais (NEE), alterando os pressupostos legais determinados pelo Decreto-Lei nº 319/1991, de 23 de Agosto. No entanto, estas alterações em nada favorecem o atendimento à maioria dos alunos com NEE, desrespeitando até os seus direitos e os das suas Famílias, conforme os pontos descritos nas alíneas seguintes:

1. O primeiro ponto prende-se com a condição restritiva e discriminatória da lei. Ao limitar o atendimento às necessidades educativas especiais dos alunos surdos, cegos, com autismo e com multideficiência (ler com atenção artigo 4º, pontos 1 a 4), está a discriminar a esmagadora maioria dos alunos com NEE permanentes (mais de 90%), alunos com problemas intelectuais (deficiência mental), com dificuldades de aprendizagem específicas (dislexias, disgrafias, discalculias, dispraxias, dificuldades de aprendizagem não-verbais), com perturbações emocionais e do comportamento graves (ex., psicoses infantis, esquizofrenias) e com problemas de comunicação (ex., problemas específicos de linguagem).

2. O segundo ponto tem a ver com o uso da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (vulgo CIF), da Organização Mundial de Saúde, (artigo 6º, ponto 3) para determinar a elegibilidade do aluno com NEE para os serviços de educação especial e subsequente elaboração do programa educativo individual, sem que a investigação assim o aconselhe. O mais caricato é que a CIF que a lei propõe é a versão para adultos e não a CIF-CA (Classificação Internacional de Funcionalidade para Crianças e Adolescentes) ainda em fase exploratória. E mesmo depois da discussão sobre a sua adaptação para crianças e adolescentes, em Veneza (Outubro de 2007), ainda não existe investigação que aconselhe o seu uso, nos termos que o Decreto-Lei propõe ou em quaisquer outros termos, constituindo-se, assim, como referimos, uma ameaça aos direitos dos alunos com NEE e das suas Famílias.

Deste facto é testemunho o posicionamento de eminentes cientistas e investigadores estrangeiros e nacionais, alguns deles envolvidos na adaptação da CIF para crianças e adolescentes, estando todos eles em desacordo quanto ao seu uso em educação no momento presente. Pensamos que estas duas questões, gravíssimas na sua moldura educacional, baseadas na falta de investigação credível e no facto de que aqueles que advogam o uso da CIF asseverarem que ainda não é o momento oportuno para que ela seja usada em educação, aconselhando muita prudência, são suficientes para que a lei seja repensada à luz do que devem ser as boas práticas educacionais para os alunos com NEE.

Nestes termos, solicitamos muito respeitosamente os bons ofícios e a intervenção de V. Exa. no sentido de contribuir para que a actual situação seja objecto de uma decisão política clara e inequívoca que viabilize a resolução dos constrangimentos acima referidos, os quais afrontam os direitos das crianças com NEE e das suas Famílias.»

(mensagem recebida por e-mail)

Pois. Concordo em absoluto. Acho muito bem a petição. Já assinei, é claro.

Porém.

E os direitos das outras crianças? E os dos professores? E os dos pais das outras* crianças? E os dos funcionários das escolas? E os de todos os outros envolvidos no processo educativo, desde os vigilantes, funcionários administrativos e pessoal auxiliar e de saúde dos estabelecimentos escolares? Será que esses não interessam para nada? Será que alguém imagina que toda essa gente nem sequer será minimamente afectada pela presença de seres humanos com necessidades, comportamentos e particularidades com as quais não sabe lidar ou mesmo conviver?

Evidentemente, uma coisa de cada vez, compreende-se que esta petição seja dirigida e, por conseguinte, de âmbito e com um objectivo restrito. No entanto, parece-me neste caso restrição em demasia; assim sendo, torna-se necessário que alguém tome a iniciativa de criar uma outra petição, em nome das crianças não deficientes*, para impedir que o seu aproveitamento escolar seja prejudicado pela inclusão forçada de crianças com necessidades especiais* nas salas de aula; uma terceira petição, no mesmo sentido, promovida pelos professores que, evidentemente, sem formação nem capacidades profissionais ou sequer vocação específica, vêem ameaçado, comprometido ou, no mínimo, problemático o seu futuro; uma quarta petição, dos funcionários e auxiliares educativos, por todos os motivos e mais alguns, e ainda pelos anteriormente referidos; e assim sucessivamente, petições atrás de petições, todas repetindo-se ad infinitum e ad nauseam, maçando a paciência e o feitio a Sua Excelência o Senhor Presidente da República.

Esta lei é mais uma medida avulsa da chamada “reforma da Educação”, pomposa designação para o triste descalabro a que chegou o nosso sistema de Ensino. Não passa de mais um remendo num cavalo de pau decrépito e desconchavado, esse brinquedo em que se baloiçaram ministros diversos ao longo de quase cinquenta anos; já não tem pés nem cabeça, a bem dizer não tem ponta por onde se lhe pegue, mas em boa verdade parece ser brinquedo que toda a gente parece continuar a apreciar bastante, vá-se lá entender porquê.

As crianças com necessidades especiais* seriam de facto, caso esta lei fosse avante, provavelmente o grupo mais prejudicado, se considerarmos o universo estudantil no seu conjunto; mas não seria certamente o único, disso não tenhamos também quaisquer dúvidas. Que Sua Excelência não autorize mais esta albarda no cavalinho de pau arruinado, é o que se deseja e saúda.

* Dizer “outras crianças”, falar em “deficientes” ou referir “crianças com necessidades especiais” é rigorosamente o mesmo; é Português. Utilizar a expressão politicamente correcta (e estupidamente inócua) “pessoa portadora de deficiência”, ou coisa que o valha, é, na minha opinião, uma inadmissível cedência ao terrorismo verbal (ou ao terrorismo, tout court) do PC. Não são as palavras, a sua forma, que diminuem (ou engrandecem); é a forma como se utilizam as palavras (e para quê).

Imagem original de www.bohney.com.br.

Pois é, relembro: amanhã, na Casa Fernando Pessoa (18.30h), com apresentação a cargo do Eduardo Pitta, será lançado o meu livro A Expressão na Rede - O Caso dos Blogues (Magna Editora). Esta reflexão sobre a blogosfera vai ser, também, motivo para debate: moderação de Paulo Gorjão e presença dos bloggers Carla Hilário Quevedo, Isabela, Pedro Rolo Duarte e Vasco M. Barreto. Espero que compareça.
(…)
Miniscente

Neste seu longo post que, devo confessar, não li na íntegra, houve uma coisa que me chamou a atenção logo de entrada: aparece o nome de Pedro Rolo Duarte como “blogger”. Sinceramente, desconhecia tal estatuto ao radialista. Que me recorde, PRD será - a não ser que se tenha “convertido” entretanto - o mais profundo e retinto “anti-blogger” que alguma vez existiu. Bem sei que agora até tem ele mesmo um blog e tudo, e que já fez ou ainda faz um programa de rádio sobre o assunto, mas isso, na minha modesta opinião, não quer dizer rigorosamente nada, para o efeito, e não retira uma única linha nem apaga um único insulto, um só dos inúmeros vitupérios, uma ínfima fracção das afrontas com que PRD resolveu brindar toda a comunidade blogger portuguesa (e não só) enquanto e como lhe apeteceu.
Uma coisa, legítima e humana, é mudar de opinião, outra completamente diferente é não ter um pingo de vergonha na cara. PRD não será nunca na vida um blogger, por mais conferências e tertúlias que faça com os seus amigos e por mais que exclusivamente estes lhe chamem tal coisa. Ninguém pode ser aquilo que, no íntimo, odeia profundamente.
JPG | Homepage | 03.05.08 - 1:25 pm | #

O PSD tem 150 mil militantes. Não são todos. Esses conto-os pelos dedos das mãos e são uma dúzia.

Luís Filipe Menezes, in JN, 05.03.08.

Autor da descoberta: blog Desblogueador de Conversa, hoje, às 15:19 h, em post com o (enigmático) título “Este está pronto para ser o próximo primeiro-ministro deste país” (enigmático, porque não esclarece qual é o país nem primeiro-ministro de quê).

Já estão disponíveis as versões para telemóvel (ou outros dispositivos, como PDA ou GPS) dos mapas criados pelo Apdeites.

Para aceder a qualquer deles, basta abrir a aplicação Google Maps e carregar o ficheiro respectivo (escrever o endereço na opção “pesquisar”):

Urgências Hospitalares: http://cedilha.net/mu.kml

Dador de Sangue: http://cedilha.net/md.kml

Fumador - restaurantes Lisboa: http://cedilha.net/mfl.kml

Fumador - restaurantes Porto: http://cedilha.net/mfp.kml

Fumador - restaurantes resto do país: http://cedilha.net/mfr.kml

Para fazer “download” do Google Maps para o seu telemóvel, se ainda o não fez, basta aceder a http://google.pt/gmm/ (através do próprio telemóvel, evidentemente) e seguir as instruções.

Verifique se o seu telemóvel tem capacidade para correr este tipo de programas e se tem acesso à Internet. Se tiver dúvidas, consulte o manual do aparelho ou ligue para os serviços de assistência ao utilizador do seu operador. Consulte a respectiva tabela de custos de acesso web.

A partir do momento em que tiver o Google Maps instalado e os mapas (endereços) memorizados em “Pesquisas recentes”, fica tudo muito mais simples. A qualquer momento e esteja onde estiver, pode saber o que existe mais próximo de si e como lá chegar… pelo caminho mais curto e com indicações passo a passo, como num verdadeiro GPS. Para facilitar a escrita dos endereços, na caixa de pesquisa, edite o endereço e modifique apenas o nome do ficheiro. Guarde os locais de interesse em “Favoritos”, para aceder a esses locais depois, mais facilmente.

Enfim, uma ferramenta que esperamos seja útil. Pelo menos, cá deste lado já se tornou indispensável.

Os ficheiros kml mencionados neste post são disponibilizados exclusivamente para uso pessoal, em aplicações locais (p.ex., Google Earth) e em aparelhos individuais, sendo expressamente proibida a sua reprodução, cópia, distribuição ou publicação, no todo ou em parte, para fins comerciais ou quaisquer outros, em qualquer suporte, meio ou endereço exterior ou estranho ao domínio www.cedilha.net, salvo exista autorização escrita do autor. Todos os direitos reservados. Copyright © João Pedro Graça, 2008.

DR 201/07, de 18 de Outubro 2007, pág. 30.115; click para ampliar

Foram concedidas verbas, durante o primeiro semestre de 2007, à CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais), pelo Estado português, no montante de 39.298,25 euros.

Declaração política, limitação de responsabilidade & etc.
As pistas sobre esta informação chegaram-me por e-mail. Investigado o assunto, nomeadamente quando é facílimo verificar o estranho afã que demonstra o dirigente da CONFAP no seu militante apoio a Sua Excelência a Senhora Ministro da Educação, pareceu-me ser de interesse público a divulgação deste documento, sobre o qual cada um tirará as suas conclusões. Como se vê, tanto na imagem como na descrição acima, não existe a mais ínfima réstia disso, conclusão ou ilação.

Nos tempos que vão correndo, torna-se perigoso - principalmente para a saúde - mexer em assuntos melindrosos para os interesses instalados… e para os daqueles que se pretendem instalar também. Por conseguinte, e à cautela, não apenas o referido e-mail já foi devida e radicalmente apagado, como os diversos blogs nos quais este assunto foi anteriormente referido não foram, não são e não serão aqui nunca, jamais, em tempo algum mencionados.

Aqui não há bufos. Aliás, isto é tudo público. Não há nada de mais público e insuspeito do que o DR, não é?

Nota: para saber, ao certo quantas e quais e quando (e quanto e como) foram atribuídas verbas à CONFAP, utilize o motor de busca do Apdeites (Google): CLICK AQUI.

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