Uma das formas mais cínicas de não tomar partido é… não tomar partido.
Todos os dias, a todas as horas, somos bombardeados com notícias sobre a guerra no Médio Oriente. Pelo menos nove décimos – quando não, em muitos casos, a totalidade – destas notícias referem apenas a miséria, o horror, os mortos e os feridos, as vítimas de um dos lados, o palestiniano.
Os vídeos que se seguem pretendem constituir uma espécie de excepção à regra, um contraponto à “informação” generalizada, já que apresentam imagens dos ataques suicidas, dos bombardeamentos, dos atentados de que os israelitas são alvo; ou seja, a mesma guerra vista por outros olhos que não os do costume. Nesta sequência, uma boa parte das reportagens visa precisamente explicar, aos próprios israelitas e ao mundo inteiro, a razão para tantas vítimas civis palestinianas: os militares e militantes palestinianos utilizam mulheres e crianças como escudos humanos.
Algumas imagens nestes vídeos são de extrema brutalidade. Não se trata de produções cinematográficas ou encenações. Se é maior de idade, decida se realmente quer carregar no botão “play”.
Quando os não implicados num conflito tomam conhecimento de ambas as perspectivas, de ambos os interesses e, principalmente, do inferno que é a guerra que a ambos atinge, torna-se mais fácil formar uma opinião… informada.
As posições dos contendores e dos apoiantes de cada um dos lados estão cada vez mais extremadas. Porém, entre israelitas e palestinianos, entre judeus e árabes, existem partidários da única via decente, racional e humana para o conflito: a paz.
O horror não tem dois lados; tem apenas um. Se bem que muitos nem sequer hesitem em pôr-se do lado do horror e mesmo em morrer pela “causa” do horror, é naqueles que tomam o partido da paz que reside a última esperança – de uns e de outros.