bandeira do Império do Brasil

16 de Maio de 2008: Parlamento português aprova o Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

17 de Maio de 2008: Ministro brasileiro da Educação quer “acertar com” Portugal a implantação do novo Acordo Ortográfico.

Acordo Ortográfico: Ministro brasileiro da Educação quer acertar com Portugal implantação
17.05.2008 - 15h39 Lusa

O ministro brasileiro da Educação, Fernando Haddad, disse hoje que o Brasil quer acertar agora com Portugal uma agenda para implantar as medidas propostas no Acordo Ortográfico, após a aprovação pelo Parlamento português na sexta-feira do segundo protocolo modificativo.

O governo brasileiro recebeu com muita satisfação a decisão da Assembleia da República de Portugal de aprovar o segundo protocolo modificativo, que abre caminho para a entrada em vigor do Acordo Ortográfico em Portugal.

Público

É realmente tocante esta vontade que o Estado brasileiro manifesta em “acertar com Portugal uma agenda”. De mais a mais quando, entre a aprovação da coisa a agendar e a manifestação dessa vontade de agendamento, se passaram apenas 24 horas.

VINTE E QUATRO HORAS!

Acertar
11 t.d. B (brasileirismo): ensinar equinos a obedecer à rédea
Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, ed. Temas&Debates, Lisboa, 2005 (Tomo I, página 146)

Imagem: Wikipedia

—– Original Message —–
From: zedeportugal@iol.pt
To: **********@gmail.com
Cc: apdeites@cedilha.net
Sent: Saturday, May 17, 2008 7:38 PM

Caro companheiro-bloguer,

Não consigo assistir impassível à perda de soberania do meu país. 
Decidi fazer alguma coisa e pareceu-me que o possível neste momento seria isto:
http://notolisbontreaty.blogsome.com/

Se estiver de acordo, agradeço toda a ajuda possível: divulgação (em Portugal e noutros países), as traduções em falta do post, melhoramento gráfico do blogue, enfim, tudo o que puder e se lembrar.
Fico à espera das suas sugestões.
Se não estiver de acordo pode enviar-me as suas críticas, as quais considerarei de espírito aberto.
Em qualquer dos casos, muito obrigado.

Com a ajuda de Deus qualquer pessoa pode mudar qualquer coisa.
Abraço,
JP

Muitos bloggers mudam, por exemplo, da Blogger/Blogspot para a WordPress.com. Geralmente, nem os próprios autores se apercebem de que o seu blog “antigo” continua indefinidamente a receber dezenas, centenas, por vezes milhares de visitantes por dia. E alguns destes autores não sabem ou esquecem-se de que poderiam “pôr a render” o seu espaço virtual abandonado.

Isto é um desperdício mais comum do que aquilo que se possa pensar: afinal, os conteúdos do blog “antigo” continuam lá, à disposição de quem neles tiver interesse e os procurar; esses conteúdos deram trabalho a fazer e foi esse trabalho, a persistência do autor e a especificidade daquilo que foi construindo, ao longo do tempo, o que levou o blog a subir na cotação dos motores de busca; e é também exactamente por isso que o blog continua a receber visitantes - mesmo passados meses ou até anos após a última actualização, o último “post”.

Então, porque não ao menos tentar obter algum rendimento extra de algo que nós mesmos construímos e que está ao dispor do público e, de certa forma, serve a comunidade? Provavelmente, esse rendimento será residual, mas isso é certamente muito melhor do que absolutamente nada.

Se mudou de endereço/plataforma ou mesmo se abandonou definitivamente o seu blog, e se mesmo assim esse blog continua a ter mais do que 200 visitantes por dia, então talvez não seja má ideia gastar alguns minutos - por uma única vez - a colocar lá uma forma de ganhar algum dinheiro com aquilo.

Apenas terá de dispor de um cartão-de-crédito (Unicre ou semelhante), de ser utilizador da Google AdSense e de ter uma conta bancária para as transferências1.

Se o seu blog está alojado na Blogspot/Blogger, adicione o código (”javascript” de AdSense) da seguinte forma:

  1. Aceder à conta Blogger
  2. No “Painel”, click em “Esquema”
  3. No separador “Editar HTML”, fazer BACKUP do modelo actual: click em “Transferir modelo completo” e guarde-o no disco do seu computador (seleccione e anote o directório de destino)
  4. Adicionar um elemento de página (na barra lateral)
  5. HTML/Javascript (click em “Adicionar ao blogue”)
  6. Indique título para o campo (ou deixe em branco)
  7. Copie o código de AdSense para “Conteúdo”
  8. Guardar alterações

Para blogs alojados em outras plataformas (Sapo, Weblog, etc.), consulte a respectiva página de ajuda, para saber (se pode e) como pode inserir código AdSense no “template” (modelo).

Evidentemente, apenas poderá fazer estas alterações se:
a) Não apagou o seu blog…
b) Não cancelou a sua conta de utilizador no “host”.
c) Não utiliza redireccionamento automático para o seu endereço actual2.
d) O seu “host”/plataforma permite a inserção deste tipo de código no “template”.

Na versão de alojamento grátis em “wordpress.com”, não é permitida a inserção de publicidade.

Através de algumas estimativas por alto (os números oscilam sensivelmente consoante uma série de variáveis), pode decidir se vale ou não a pena “investir” neste assunto.

Suponhamos que tem dois anúncios3 no seu “template”; com uma média de 200 visitantes por dia (cerca de 350 pageviews), é bem possível que possa vir a ganhar alguns cêntimos, dia sim, dia não; de vez em quando, digamos uma vez por semana, alguém faz “click” num anúncio mais valorizado ou há 5 ou 6 “clicks” num mesmo dia. Bem, tudo junto pode ser que lhe renda a “fortuna” de 13 contos dos antigos (USD $1004) por ano.

As contas não se fazem segundo regras de três simples, ou seja, não existe uma relação directamente proporcional; quanto maior for o número de visitantes, maior será o valor dos anúncios seleccionados; quanto mais “clicks” nesses anúncios, maior a percentagem por click. Os valores podem variar enormemente, repita-se, em função de diversos factores.

Existem alguns riscos associados à utilização de uma conta AdSense. Por um misto de pudor e de raiva, os riscos principais não se mencionam para já; talvez num outro dia haja paciência para explicar, aqui no Apdeites, como há gente capaz de tudo, até de liquidar uma conta dessas, de forma extremamente simples - e criminosa, e anónima, e tão cobarde que é difícil sequer falar do assunto. Mas deixemos isso, por agora.

Tem aqui as “dicas” todas para ganhar “algum” com o seu blog antigo. Agora, é só decidir se também no actual a coisa não valerá a pena.


1 Nas opções de pagamento da sua conta Google AdSense, recomenda-se vivamente que NÃO OPTE POR PAGAMENTO EM CHEQUE. As comissões cobradas pelo depósito de valores, na Banca portuguesa, excedem por vezes o valor facial do cheque! Para saber mais sobre este assunto, leia isto. Existe um período de carência (até atingir 10$ de crédito) para a opção de pagamento por transferência bancária.
2 Evidentemente, terá de retirar esse redireccionamento. Procure uma “tag”, no cabeçalho do código, que refere “meta http-equiv=”Refresh”; apague essa “tag”, se quiser reactivar o seu blog para pesquisas via motor de busca.
3 Teoricamente, o máximo de “javascripts” de anúncios por página é de três, mas cada um dos “javascript” pode ter entre um e quatro anúncios apenas de texto e/ou alternando com imagens (uma de cada vez); tipicamente, os anúncios devem ser colocados na barra lateral e no rodapé, mas também podem ser colocados logo “à cabeça” ou mesmo em cada um dos “posts”. É conveniente não abusar da paciência dos visitantes. Como se costuma dizer, se bem que para outros assuntos, dois é bom, três é de mais.
4 As transferências são efectuadas apenas quando é atingido o montante acumulado mínimo de USD $100. Evidentemente, os valores aqui representados referem-se à cotação actual, provavelmente com a mais baixa paridade de sempre do Dólar em relação ao Euro (100/64,62).

Nessa acusação foram, em resumo, imputados ao arguido os seguintes factos:
a) Apresentou-se ao serviço e nele se manteve, na secretaria do Tribunal de Execução das Penas de Coimbra, em manifesto estado de embriaguês alcoólica, no dia 9 de Outubro de 1991, quer na parte da manhã, a partir das 9 horas, quer da parte da tarde, a partir das 14 horas, proferindo publicamente e em altos gritos palavras grosseiras e obscenas contra os seus superiores hierárquicos, em especial o seu chefe directo, o escrivão de direito ******* ****** ****** *******, a quem dirigiu no referido local de trabalho, e na presença de quem ali se encontrava, expressões como «foda-se para tanto serviço », «os inspectores são uma merda», «não sabem nada», «são uns chulos», «só existe compadrio», «fodam-se os chefes», «foda-se esta merda», «a merda dos chefes não vêem nada disto», «uns não têm nada que fazer, outros têm muito», «subiu-lhes o dinheiro à cabeça», «uns trabalham outros vão para Lisboa», «é todos os dias a mesma coisa», «o telefone está sempre a tocar»;
b) De novo, no dia 31 dos mesmos mês e ano, pelas 17 horas, apresentou-se na mesma secretária judicial em manifesto estando de embriaguês alcoólica, proferindo também altos gritos, na presença de quem ali se encontrava, expressões ofensivas dirigidas ao seu referido chefe, tais como «filhos da puta», «até metem nojo», «foda-se esta merda», fodam-se os chefes», «estou-me cagando para as inspecções », «merda», «foda-se», nesta mesma altura se tendo recuado a cumprir a ordem que o referido escrivão lhe dera de não levar da secção para sua casa processos ali pendentes;

Diário da República, 1 de Abril de 1993


http://www.youtube.com/watch?v=pQUbqi2i0xQ

http://www.youtube.com/watch?v=AcPNp8G2vA0 (notícia RTPN)

http://www.youtube.com/watch?v=GQZM2qlXKuk (notícia SICN)

Quando o combate aos malefícios do tabaco é uma preocupação central do Estado, está tudo dito sobre o Estado e sobre as suas prioridades.

Quando a decisão mais corajosa de um governante é deixar de fumar, está tudo dito sobre o governante, as suas decisões e a sua coragem.

Quando a característica principal das sociedades modernas é o desprezo pelo próximo, a preocupação que algumas pessoas manifestam pela minha saúde faz-me desconfiar fundamentalmente das suas intenções.

Quando um fumador diz que “vai” deixar de fumar, isso quer dizer que não vai. E pior ainda se, para anunciar Urbi et Orbi a sua “decisão”, utiliza a complicadíssima expressão “decidi deixar de fumar”. Bull.

«To cease smoking is the easiest thing I ever did. I ought to know because I’ve done it a thousand times.*»
Mark Twain

* “Deixar de fumar é facílimo, e sei bem do que falo: eu próprio já deixei de fumar mais de cem vezes” - Mark Twain
(tradução livre)

Este post foi também publicado no blog Baforadas.

Obras em casa

Como funciona o portal obrasemcasa.pt?

O obrasemcasa.pt está optimizado para duas entidades:

i) Para quem quer fazer qualquer tipo de obra. O objectivo é facilitar radicalmente a forma de procurar empreiteiros especializados na área e garantir um preço justo. Sendo uma actividade alheia ao comum dos mortais, esta é certamente a forma mais segura de o conseguir. O processo é extremamente simples e não envolve qualquer custo, sendo totalmente grátis. Depois de preencher o formulário de pedido de orçamento de obras/materiais, este é validado pelo administrador e redireccionado às empresas especializadas na obra ou material de que necessita e que actuam na sua região. Finalmente, as empresas interessadas contactá-lo-ão. O número de propostas que quer receber será sempre estipulado por si.

ii) Para empresas de construção ou fornecedores de materiais. O objectivo é alargar a sua carteira de clientes, sejam estes particulares ou outras empresas (subempreitadas). Numa área tão competitiva, é absolutamente necessário que tenha as ferramentas adequadas às novas tendências e tecnologias exigidas pelo mercado. O obrasemcasa.pt propõe-lhe um serviço inédito e poderoso para que saiba em primeira mão de todos os pedidos de obras e materiais em todo o país. Na verdade, connosco só tem de decidir se uma obra lhe interessa ou não. Para tal, tem apenas de registar a sua empresa de construção/materiais de construção. Depois, dependendo dos serviços e região a que se disponibilizar, terá apenas de escolher as obras que lhe interessarem. Por cada obra que lhe interesse, basta consultar os detalhes e contactar o seu novo potencial cliente. Para mais informações, vá a Publicidade.

obrasemcasa.pt - FAQ

Ver notícia RTP (vídeo).

links em nova janela

Os blogs portugueses mais antigos em actividade (Maio 2008)

Selecção: os 83 blogs na lista dos mais antigos do ano anterior.

Critérios:
1. Os “posts” estão datados.
2. Existe acesso aos ficheiros históricos.
3. Não existe último “post” declarando o encerramento.
4. A data do último post tem menos de dois meses em relação à data do estudo (13 de Maio de 2008).
5. Não existe acesso reservado (private blog) ou restrição de indexação por motores de busca.
6. Existem ficheiros/arquivos e referências externas que atestam publicação regular e possibilidade de acesso generalizado.
7. O blog não esteve inactivo por um período que inviabilizasse a sua detecção ou a sua conformidade com os restantes critérios.
8. O formato técnico inicial respeitava as definições mais comummente aceites daquilo que é um ”blog”.
9. Não houve publicação ou recomposição postecipada, com efeitos retroactivos, transformando em blog aquilo que inicialmente não o era, que à data não existia ou que esteve inactivo durante um período prolongado.

Em relação ao ano passado, foram retirados da lista:
10 - a whisper in your ear (último post 31.03.07)
22 - caixinha de Pandora (último post 22.05.07)
26 - temporary arrangement (último post 27.02.0 8) 31 - o direito de sonhar (último post 20.05.07)
32 - pensamentos imperfeitos (último post 02.01.0 8) 38 - tapirus.net (último post 31.01.0 8) 39 - palavrar (removido, data desconhecida)
46 - Portugal no Livejournal (último post 10.12.07)
58 - a hora do mocho (último post 24.07.07)
59 - a memória inventada (último post 04.03.0 8) 62 - Quezia (passou a blog de acesso reservado)
65 - posto de escuta (último post 11.12.07)
82 - e-moleskine (último post 26.03.07)

AVISO
Este post contém linguagem e imagens (ou cenas) que poderão ser consideradas como chocantes ou inconvenientes, pelo que não é aconselhável a menores de idade ou a pessoas mais sensíveis em geral e mais peneirentas em particular.

Confesso que ao princípio ainda pensei em ignorar a moça. Porém, como não é propriamente todos os dias que alguém me insulta, ou seja, como não estou habituado a levar desaforos para casa, pronto, eu já sabia, a coisa foi fervendo, fervendo, fervendo, e cá está, pum, saltou-me a tampa.

Que me chamem nomes, alguns mais aborrecidos do que outros, uns mais asininos, outros mais filhos-da-puta, bem, quanto a isso nada a fazer, é chato mas tem de ser, faz parte desta coisa por vezes aborrecidíssima que é estar vivo. E, de facto, até hoje já me chamaram tudo e mais alguma coisa, imbecil, cretino, drogado, espertalhão das dúzias, parvo de todo, enfim, não vale a pena refocilar em epítetos, são os mesmos que toda a gente conhece e todos eles se aplicam a quem os enfiar, à laia de carapuça.

Já houve mesmo quem me chamasse coisas tão desagradáveis como “comunista” ou insultuosas como “cabrão”, para dar apenas dois exemplos daquilo que geralmente se considera como ofensa a merecer porrada rija. Esse tipo de “bocas” nem merece resposta - já que hoje em dia é ilegal abater a tiro os filhos-da-puta - e, a bem dizer, por conseguinte, que se fodam.
(more…)

Eu percebo muito bem a intenção do realizador. Não havia ruga, veia, movimento do olhar que não enchesse o ecrã, e o mais cruel dos planos escrutinava aquele rosto para lhe mostrar a fragilidade. É o mais violento dos olhares que a televisão é capaz, aquele que não permite que nada escape, que desapareça toda a reserva do corpo na sua parte mais exposta, a face. Aquele plano era todo um programa, tinha como objectivo mostrar uma mulher velha e cansada, com rugas, com o tempo na cara. Mostraria o mesmo em quase toda a gente, menos nos modelos de plástico que passam por homens e mulheres e que nasceram ontem com a pele limpa dos bebés. Mas não era toda a gente que estava ali, era Manuela Ferreira Leite. Aquele grande plano, excessivo e brutal, é todo um programa, insisto. Não há inocência.

José Pacheco Pereira, blog Abrupto

Contactada pelo DN, Judite de Sousa, apresentadora e responsável pelo programa, afirma que “o dr. Pacheco Pereira vê fantasmas onde eles não existem”. “A realização é um trabalho do realizador que merece todo o respeito. A insinuação que o realizador está a soldo desses fantasmas que ele vê é algo com que não posso concordar”, sustenta a jornalista.

Explicando que “como coordenadora do programa” tem de defender “os colegas”, Judite de Sousa acrescenta que “não há diferença alguma entre a realização desta entrevista e outras”. “O grande plano é usado em todos os programas de entrevista”, pois “transmite força e permite a proximidade com os telespectadores”, diz a jornalista.

Diário de Notícias

Através da página da RTP respectiva, podemos ver que houve três pessoas, num período de 30 dias, cujo nome aparece na ficha técnica como realizador do programa “Grande Entrevista”.

O realizador daquele em que Manuela Ferreira Leite é a entrevistada (7 de Maio) foi o mesmo das entrevistas a Luís Felipe Scolari (8 de Maio) e a Maria de Lurdes Rodrigues (6 de Março).

Se compararmos estas três entrevistas, nota-se realmente alguma semelhança entre elas, por um lado, e também alguma diferença em relação a qualquer das assinadas pelos outros dois realizadores: o factor comum é a utilização de grandes planos do rosto dos entrevistados. Ou seja, apenas nestas três existem esses grandes planos, pelo menos de forma tão marcada e insistente.

Portanto, tratar-se-á de uma questão de estilo do realizador Vítor Gonçalo. Não parece que exista, na entrevista a MFL, qualquer plano mais fechado ou qualquer grande plano mais prolongado do que nas outras duas entrevistas do mesmo realizador, no mesmo período temporal. Uma marca pessoal, subtil mas efectiva, que não deixa grande margem para especulações.

Mesmo não sendo especialista no assunto, e apenas observando aquilo que qualquer um pode ver, parece-me evidente que não há aqui nenhum gato escondido com o rabo de fora. Que aquele realizador em concreto é diferente dos outros, bem, isso é uma verdade tão transparente quanto implícita; que se assim não fosse e, por conseguinte, todos os realizadores fizessem o seu trabalho de forma rigorosamente igual, então não seria necessário realizador algum, bastaria deixar os “cameramen” filmar como lhes desse na real gana. Este homem dos botões, em concreto, utiliza planos mais aproximados ou fechados do que os outros, e também durante mais tempo. E depois? O que é que isso tem? Ele deve, sabe-se lá, ter o vício de dizer aos seus operadores de câmera algo como “mais zoom, mais zoom” ou “fecha mais, fecha mais” - mas na cara, em qualquer cara, e não necessariamente por essa cara ser a de uma coroa.

Joga Pacheco: R T P, 1.

Três tiros na água.

Grande Entrevista com Maria de Lurdes RodriguesGrande Entrevista com Manuela Ferreira LeiteGrande Entrevista com Lus Felipe Scolari

Olá, irmão Castro.

Como sabes, as coisas mais importantes no Iraque são a segurança e a electricidade. As temperaturas já são superiores a 40 graus e temos que ficar doze horas por dia sem água fresca por não ter electricidade. Para além de tudo isto, não podemos sair de casa depois das sete ou oito da noite.

A minha “nova” casa é muito próxima da rua principal, pelo que se torna ainda mais perigoso. Na semana passada, fizeram rebentar uma carga explosiva a apenas vinte metros da minha porta. A resistência visou uma patrulha do exército iraquiano, matando dois dos oficiais que iam a passar.

Sabes,

gostaria de contar ao mundo o crime da Administração Bush. O Presidente americano disse que antes de 2003 o Iraque era muito perigoso. Vivíamos em Paz, mas diziam que Saddam tinha armas de destruição maciça. Como depois não encontraram as tais armas, então acusaram Saddam de ser um ditador, justificando assim a invasão e o derrube do regime.

Bush, Pentágono e CIA cometeram erros, é verdade, mas agora, quem paga por eles?

Destruíram o Iraque e já não o conseguem reconstruir. Um milhão de mortos em cinco anos! Quem será responsabilizado por estes crimes? Eu sei a resposta: ninguém! Esse milhão não é importante para os americanos. E não falta quem esteja ansioso por destruir o que resta do meu país.

Muitos dos líderes árabes do terceiro mundo são ditadores. Imagina que os americanos os depunham a todos… teriam que destruir meio mundo!

A verdade não pode ser escondida: os americanos “cavaram” um grande crime no Iraque e agora não o conseguem tapar.

Querido Castro,

estou destroçado!

Sinto-me muito triste e desgostoso com o que vejo acontecer ao meu povo.

Sou Sunita, mas todos os iraquianos são meus irmãos.

Não posso tolerar o que está a acontecer no meu país.

Estou farto de fugir.

Envia um grande abraço a todos os teus amigos do blogue, em especial aos que têm partilhado a minha dor. E se alguém tiver forma de me ajudar a sair do Iraque e a arranjar um país onde os meus filhos possam crescer em paz, por favor não se esqueçam de mim.

Preciso de todas as ajudas possíveis!!!

Bassim Schuaip

مرسلة بواسطة bassimفي

Mensagem transcrita do blog Cheiro a Pólvora, do jornalista Luís Castro.

Esta mensagem foi recebida por e-mail; decidimos publicá-la porque foi veiculada por um blog que nos merece toda a fiabilidade. Luís Castro é um jornalista e autor de créditos firmados. Neste caso concreto, porque parece não ter havido ainda qualquer (ou pouca) repercussão na “blogosfera” nacional, e também porque nos foi pedida a respectiva divulgação, limitámo-nos a transcrever na íntegra o texto em causa, com o intuito único de responder a um apelo de um ser humano; não discutindo ou sequer comentando o conteúdo do texto, porque aquilo que neste momento está em causa não é o texto que acompanha o apelo, mas o apelo que acompanha o texto.

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